15 julho 2018

Agostini e a ineficiênicia estatal no segundo reinado

Uma curiosa HQ feita com apenas 3 quadros, repetidos por quatro vezes - e poderiam ser mais repetições...
Um sujeito vai viajar em um paquete do Norte no dia 1º mas volta ao saber que a viagem foi remarcada para o dia 5, e no dia 5 fica sabendo da remarcação para o dia 10, depois para o dia 14...

Edição 209 de 13 de setembro de 1873 - não está assinada mas o traço é de Agostini
Fonte:  O Mosquito

05 julho 2018

Max Müller - 51 ao 55

Segue a saga.
Mister Greener conseguiu fugir do leão atravessando o rio; na outra margem encontrou um grupo de árabes e consegue uma arma com eles para abater o leão; Mister Greener acabou virando refém do grupo de beduínos por semanas, até que conseguiu escapar em uma madrugada; na fuga cinematográfica foi salvo por Monsieur Laport que estava no comando de um dirigível; Fritz viu toda essa aventura em estado de sono induzido pelo fakir; Pai Ignacio tenta salvar Max no deserto, improvisa um acampamento e vai à procura de ajuda;

Cap. 51 ed. 440 de 11 de março de 1914

Cap. 52 ed. 441 de 18 de março de 1914

Cap. 53 ed. 442 de 25 de março de 1914

Cap. 54 ed. 443 de 1º de abril de 1914 (história de trancoso, rrsrss)

Cap. 55 ed. 444 8 de abril de 1914
Fonte:  Biblioteca Nacional - Revista O Tico-Tico

20 junho 2018

Euclides Luis dos Santos (* 28 de maio de 1908 /Pernambuco - Brasil | + ?? de outubro de 2000 /Rio de Janeiro - Brasil)

Segue a saga.  Os últimos capítulos publicados em A Noite Illustrada.
Lampião segue na sala de cinema enquanto o intendente e o padre fazem a coleta da quantia exigida pelo cangaçeiro; entra num bilhar e saqueia muitas latas de comida; em uma venda compra uma capa de borracha e um parabelum; faz mais saques, agora no povoado Cajueiro; o bando mata um sujeito de rua; arrombam um cofre de um comerciante; tiroteio em um povoado; finalmente o 2º Batalhão do Regimento Policial de Alagoas tocaia e mata o bando de Lampião...

Edição 495 de 1938
Edição 496 de 1938
Edição 497 de 1938
Edição 499 de 1938
O ano do falecimento desse grande artista pernambucano foi dica do Leonardo de Sá, a notícia está no Jornal do Commercio (na sessão "Último Lance", coluna da direita) publicado em 22/23 de outubro de 2000.
O curioso é que o site Monitor Digital dá como dia 7 de outubro o falecimento, porque o JC demoraria tanto a noticiar?
No site Mozart Leiloeiro temos um belo quadro dele do ano de 1984.
Terminando aqui, já com saudades da arte desse fera, com alguns exemplos do belo traço de Euclides Luis dos Santos (todos da revista Vamos Lêr!).

Edição 507 de 1946






 Ah, a nota de aniversário dele no Correio da Manhã de 28 de maio de 1965:



*Fontes todas linkadas acima.

12 junho 2018

Max Müller - 46 ao 50

Segue a saga.
Max Chega ao Óasis; Max mata um leão que estava matara um camelo do acampamento; enquando isso em Calcutá um fakir faz com que o pai de Max o veja em sonho; Mr. Greener é perseguido por um leão enquanto cavalgava, efetua alguns disparos contra a fera e cai em um abismo...

Cap. 46 - edição 435 de 4 de fevereiro de 1914

Cap. 47 - ed. 436 de 11 de fevereiro de 1914

Cap. 48 - ed. 437 de 18 de fevereiro de 1914

Cap. 49 - ed. 438 de 25 de fevereiro de 1914

Cap. 50 - ed. 439 de 4 de março de 1914
Fonte:  Biblioteca Nacional

P.S.:  Gostaria de registrar a presença do Leonardo de Sá (com vários comentários no nosso feed).  Abraço!  Foi bem oportuno pois na próxima semana provavelmente estarei postando os últimos capítulos de "A Vida de Lampião" e ainda não tinha conseguido a informação do ano da morte de Euclides...

09 junho 2018

Remake de "Nhô-Quim" foi feito em 1887

"As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma viagem à Corte" (1869 - 1872) é mais ou menos o seguinge:  um matuto que sai do interior - numa despedida emocionante - junto a seu pajem, embarca num trem, chega na capital e atabalhoadamente entre em um coche, entre outras aventuras vai a um restaurante chique, se mete em confusão, é preso...
Isso todo mundo sabe, mas o que poucos sabem (eu não sabia até semana passada) é que em 1887 na revista "O Mequetrefe" iniciou-se a série "Aventuras de um fazendeiro na Corte" que é mais ou menos o seguinte:  um fazendeiro de nome Gregório Antunes sai do interior - numa despedida emocionante - junto a seu pajem, embarca num trem, chega na capital e atabalhoadamente entre em um coche, entre outras aventuras vai a um restaurante chique, se mete em confusão, é preso...
Vamos à HQ.

Capítulo I - Edição 429 de 10 de março de 1887 - arte de Pereira Netto

Capítulo II - Edição 431 de 31 de março de 1887 - arte de Pereira Netto
Quem estava no comando da revista e por conseguinte das artes era Antonio Bernardes Pereira Netto (18?? - 8 de janeiro de 1907).

Nome completo em uma nota de pesar pelo falecimento do tio - O Fígaro de 24 de novembro de 1877
Pereira Netto sai de O Mequetrefe em janeiro de 1888 e deixa a série inconclusa

Jornal "A Notícia (RJ)" de 9 de janeiro de 1907 - nota de falecimento de Pereira Netto, note que o nome está grafado Bernardo mas é Bernardes
Mas, como coincidência pouca é bobagem, à exemplo de Nhô-Quim que teve sua primeira parte feita por Agostini e sua segunda parte feita por Faria...
Em maio de 1888 assume o lápis de O Mequetrefe o artista Bento Barbosa (com quase nada de informação na internet) como mostra o anúncio da revista:


E logo em junho de 1888 ele dá continuidade à série:

Capítulo V - Edição 456 de junho de 1888 - arte de Bento Barboza
E pra quem não conhece os dois, vai uma carica deles feita pelo Bento Barboza em Revista Illustrada edição 688 de 1895 (quando os dois trabalharam juntos):

E como você certamente encontrará muuuuito mais informações de Pereira Netto do que de Bento Barboza posto mais uma carica de Bento Barboza, agora feita pelo Pereira Netto na edição seguinte do mesmo ano:

Na pasta da BN diz que o ano é 1894 mas na verdade é 1895 (é só espiar as capas)
Os capítulos III e IV que quase que certamente foram feitos por Pereira Netto não os encontrei (a coleção está incompleta na versão online), e os capítulos seguintes que possivelmente o Bento Barboza fez também não os encontrei.
Abraços

06 junho 2018

Max Müller - 41 ao 45

Segue a saga.
Max Müller segue viagem até esbarrar em um acampamento militar francês; de lá sai escoltado por três membros do destacamento para que possa atravessar um trecho perigoso de selva; um gorila com sua família é avistado e logo um soldado efetua um disparo contra o animal que revida e mata o soldado; Max mata o gorila e salva o segundo soldado de ser atacado pela fera; Max regressa ao acampamento para relatar o acontecido ao comandante e este lhe oferta dinheiro para seguir viagem; Max encontra uma caravana compra mantimentos e segue rumo ao Saara; pai Ignacio desconfia de dois árabes da caravana, ele e Max preparam um tocaia e capturam os dois ladrões; depois de caminharem por três dias avistam um oásis...

Cap. 41 - edição 429 de 24 de dezembro de 1913
Cap. 42 - edição de 7 de janeiro de 1914
Cap. 43 - também na edição 431 de 7 de janeiro de 1914
Cap. 44 - edição 433 de 21 de janeiro de 1914
Cap. 45 - edição 434 de 28 de janeiro de 1914
Fonte:  Biblioteca Nacional

04 junho 2018

Augustus Smith Daggy (1858 - 1942)

Artista americano de Connecticut.
Fez alguns quadrinhos em Judge.
Consegui nada da biografia dele.

Judge volume 40 - 1901

Judge volume 40 - 1901
Judge volume 41 - 1901 - tirinha bem futurista
Ele era bem mais famoso, a julgar pelos resultados das pesquisas em buscadores de internet, pelas suas pinturas.

Boats in a Harbor - in Mutual Arts
Encontrei mais uma tirinha dele no site da Universidade de Ohio.
E pesquisando no Stripper's Guide encontrei a foto do cara:

That's all folks!