17 novembro 2018

Zé Caipora - capítulo 69 ao capítulo 71

Segue a saga:
A criada de dona Memé entrega uma carta de sua patroa ao criado de Zé; ao receber a missiva Zé providencia uma outra para que seja entregue à sua amada; o casal se encontra e Amélia revela que o pai dela deve 70 contos de réis, ao que Zé de pronto assina um cheque, não de 70 mas de 100 contos, resolvendo o problema; quando os pais de Amélia chegam em casa, tristes por não arrecadarem o total da dívida, são surpreendidos com o cheque, mas o barão o recusa lembrando que havia expulsado Zé Caipora de sua casa e que ficaria envergonhado por todos saberem que receberia um montante de um "estranho" para saldar a dívida, mas Amélia informa que Zé Caipora diria ao banco que o cheque era uma pelo pagamento de uma dívida do Zé para com o barão - nosso herói mostra certa nobreza aqui...

Cap. 69 - 1º de setembro de 1906 - O Malho

Cap. 70 - 8 de setembro de 1906 - O Malho

Cap. 71 - 15 de setembro de 1906 - O Malho
Fonte:  Biblioteca Nacional

15 outubro 2018

Max Müller - 76 ao capítulo 80

Segue a saga.
... a caminhada até o navio demandaria um dia inteiro, por isso a equipe resolveu fazer uma casa no gelo para descançar; ao despertar Brutus latia muito e logo perceberam que se tratava de um urso polar que rondava por ali; Dr. Lebeau impediu Max de atirar na fera pois desejeva fotograr o urso; chegando ao navio trataram de construir uma casa de madeira; no segundo dia de acampamento perceberam que havia 5 ursos na região - cálculo feito pela observação das pegadas na neve; as balas não atingiam os ursos - o narrador chega a questionar se seria por causa da refração do gelo; Wilhelm tentou matar um dos ursos a tiros e depois a facadas mas acabou sendo atacado;  a tripulação lançou álcool e benzeno sobre os ursos e os incendiou; depois de tudo Max foi inspecionar o porquê das armas não estarem abatendo os ursos e descobriu que alguém teria substituído a pólvora dos cartuchos por pólvora de foguetes - foi aberto um inquérito na embarcação; descobriu-se que o falecido Wilhelm havia feito a troca; Max e Mr. Greener mataram uma raposa (deve ser a raposa-do-ártico) e a espetaram em uma estaca - não sem antes colocarem estricnina no animal -  para que servisse de isca para um outro urso que rondava a região;

Cap. 76 - ed. 466 de 9 de setembro de 1914

Cap. 77 - ed. 467 de 16 de setembro de 1914

Cap. 78 - ed 468 de 23 de setembro de 1914

Cap. 79 - ed. 469 de 30 de setembro de 1914

Cap. 80 - ed 470 de 7 de outubro de 1914
Fonte:  Biblioteca Nacional

05 outubro 2018

O Beija-Flôr - SP

Esta revista infantil foi editada em São Paulo de 1915 até 1924, pelo menos.  Tinha bem mais textos que desenhos.



São 31 exemplares no Arquivo Público de SP - dois ou três não estão disponíveis online.
Alguns desenhistas colaboradores:  Cléa, Krneiro, Paulo, Santiago, Oliveira...
Em resposta ao leitor Rodrigo estou postando um pouquinho de Maurício Wellisch (contista, desenhista/quadrinista, cônsul/embaixador) que colaborou muito com o periódico "O Beija-Flôr".
Por curiosidade ele teve desenhos 'barrados' em O Tico-Tico:

Ed. 628 de 1917 - O Tico-Tico

Hernani de Irajá (que também era desenhista) fez um belo texto em homenagem ao Maurício - em Fon-Fon, ed. 3 de 1930:


Mas como o assunto aqui é HQ:

Ed. 21 de 1917 - O Beija-Flôr
Segue mais alguns desenhos do cara (todos de O Beija-Flôr):

Ed. 18 de 1917

Ed. 2 de 1918 - o texto também é dele.

Ed. 4 de 1918

Ed. 8 de 1918
A revista tinha pouquíssima HQs, uma delas é de autoria de Waldo (que não tenho mais detalhes):

Ed. 18 de 1921

16 setembro 2018

Max Müller - 71 ao capítulo 75

Segue a saga.
Max se prepara para uma viagem ao Polo Norte (reparem que ao fundo se encontra um porta-aviões mas o invento era tão recente que Augusto Rocha ainda chamava simplesmente de navio ou barco); passaram pela Inglaterra (que não é mostrada na HQ) para fornecimento de objetos necessários à expedição; caçou focas para alimentação; o porta-aviões era dotado de uma ferramenta para cortar a dura camada de gelo do ártico; procurando evitar oftalmias (grafado "ophtalmias" - não conhecia esse vocábulo) o pessoal usava óculos escuros (não em todos os quadrinhos); reparem que o trenó do gelo é chamado de "seléa" (talvez uma tradução livre para "sleigh" ou "sled" - não encontrei palavra semelhante no Houaiss); repare também que um dos membros da expedição provavelmente provocará alguma celeuma no grupo - o nome dele é Wilhelm (Guilherme em holandês, adendo a título de curiosidade)...

Cap. 71 - edição 461 de 5 de agosto de 1914

Cap. 72 - edição 462 de 12 de agosto de 1914

Cap. 73 - edição 463 de 19 de agosto de 1914

Cap. 74 - edição 464 de 26 de agosto de 1914

Cap. 75 - edição 465 de 2 de setembro de 1914
Fonte:  Biblioteca Nacional

12 setembro 2018

Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a picaresca viagem do Imperador de Rasilb pela Europa

Isso é o que está na capa porque na primeira folha há uma pequena alteração e o título passa a ser "Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a viagem picaresca do Imperador de Rasilb pela Europa".  Embora nas legendas internas esteja escrito "Razilb"
Esta Graphic Novel (a primeira de origem portuguesa) fala da primeira viagem que D. Pedro II fez à Europa e África (ainda pegando um gancho no triste episódio do incêndio).
Trata-se de uma sátira onde Brasil é chamado de Rasilb (anagrama de Brasil), Portugal de Valle de Andorra Junior e a Princesa Isabel de Princeza Zuzu-Bibi-Toto-Fredegundes-Cunegundes.
Um bom resumo da obra está aqui - texto de António Dias de Deus e Leonardo de Sá.
Um pouquinho da grandiosa obra de Bordallo Pinheiro está aqui, no blog Histórias com História, de Paulo Nogueira.
Um momento jocoso (entre tantos) é quando Dom Pedro II vira o alvo principal da platéia em um teatro (os espectadores esquecem a peça e se viram rumo ao monarca - que devia ser uma figuraça!).
Esta Graphic Novel foi publicada no livro Imageria - de Rogério de Campos.
Interessante notar as engenhosidades de Bordallo quando usa um enorme parêntese como requadro e quando usa uma enorme folha de parreira como censura de um quadrinho.
Mas mais interessante ainda é saber que ele fez sua primeira HQ com personagem fixo e em várias pranchas quando tinha 26 anos, a mesmíssima idade de Angelo Agostini quando fez a HQ As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma viagem à Corte - que é sua primeira HQ com mais de duas pranchas e é tida como o marco inaugural do quadrinho brasileiro.
Mas vamos à HQ que originalmente foi publicada em 1872 - com três edições, sendo a terceira uma revisão da segunda:
















 Fonte principal:  Biblioteca Nacional de Portugal

10 setembro 2018

Max Müller - 66 ao capítulo 70

Segue a saga.
Max salva Olga da queda, descobre os ferimentos no lombo do cavalo e suspeita do hindu; na companhia de Pai Ignacio consegue capturar Levy; Jacques Levy consegue raptar Miss Browning e segue em disparada rumo ao precipício, Max e os outros saem em disparada para tentar detê-lo mas Levy se joga e leva consigo a rival de Olga; Max desse por uma corda e consegue resgatar a norte-americana que ainda estava viva e conseguiu se recuperar da queda; Max resolve voar em um aeroplano que ele mesmo criou...

Cap. 66 - ed. 455 de 1 de julho de 1914

Cap. 67 - ed. 456 de 8 de julho de 1914

Cap. 68 - ed. 457 de 15 de julho de 1914

Cap. 69 - ed. 458 de 22 de julho de 1914

Cap. 70 - ed. 459 (que é a mesma ed. 460) de 29 de julho de 1914
Fonte:  Biblioteca Nacional

04 setembro 2018

Renato de Azevedo Silva (28 de janeiro de 1904 - 6 de agosto de 1981 - Rio de Janeiro - Brasil)

Cursou Belas Artes entre 1920 e 1925.
Colaborou com vários periódicos (segundo o site Companhia do Papel - neste belo resumo biográfico):
Vida Doméstica; Vida Nova; A Maça, Shimmy; O Cruzeiro; O Jornal; Vamos Lêr!...
É o artista da excelente graphic novel noir "A Garra Cinzenta" - com roteiro de Francisco Armond - publicada em A Gazetinha.
E lançou alguns livros tratando do ensino da arte de desenhar (um deles está no link do site Companhia do Papel).

Pesquisando vi que ele também ilustrou contos para a revista Fon-Fon - um deles com texto de J. Robert Armand (nome sugestivo); O Malho - um conto de Aurelio Pinheiro; esteve na 1ª Exposição Brasileira de Histórias em Quadrinhos e Caricaturas - promovida pela Associação Brasileira de Desenho, em fevereiro de 1952; ilustrou livro do Malba Tahan;

Bom, mais onde quero chegar é que Renato Silva também fez tirinhas de humor, em Vamos Lêr!, no ano de 1941 - o personagem era Fosquinha (confira a assinatura na edição 263 - canto inferior direito - já saiu no QI #152 página 15, do Edgard Guimarães):

Ed. 260

Ed. 261

Ed. 262

Ed. 263

Ed. 264

Ed. 265

Ed. 266
Inté.  Fontes todas linkadas.