Testando videotutoriais no Linux:
30 junho 2026
31 maio 2026
Usando a IA no primeiro quadrinho brasileiro
A moda agora é IA, então vamos lá. Numa conversa (prompt) com o ChatGPT lebrei do quadrinho pioneiro do Sisson, tive que dizer que ele assinava "S..... e Cie" (e não Cio) de companhia, em françês: compagnie. Uma forma de modéstia. Assim ele assinava também em um outro periódico (L'Iride Italiana): "S....n e Cie.". Bom, como é sabido que as IAs às vezes surtam resolvi não corrigir alguns outros erros tais como a cabeça do sujeito (lado direito do oitavo quadro) que ficou posicionada erradamente, o termo Becco que saiu Berço, uma figura do quarto quadro que saiu no quinto quadro etc. etc. etc. Gostei particularmente destas quatro versões (segue a original pra alguém que porventura ainda não a tenha visto, detalhe: é de 1855 mas só saiu "em banca" em 1856):
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| O Namoro, Quadros ao Vivo - Sébastien Sisson. Emulação do estilo de Wassily Kandinsky, via ChatGPT. |
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| O Namoro, Quadros ao Vivo - Sébastien Sisson. Emulação do estilo de Johannes Vermeer, via ChatGPT. |
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| O Namoro, Quadros ao Vivo - Sébastien Sisson. Emulação do estilo de Gustav Klimt, via ChatGPT. |
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| O Namoro, Quadros ao Vivo - Sébastien Sisson. Emulação do estilo de Egon Schiele, via ChatGPT. |
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| O Namoro, Quadros ao Vivo - Sébastien Sisson. |
That's all folks!
15 abril 2026
Biografia do Príncipe Shotoku em Quadrinho - em pleno século XV
Isso mesmo que você leu, século XV (antes do Cabral dá com os costados aqui no Brasil).
Se você ainda não sabe quem esse príncipe lendário que escreveu uma espécie de Constituição com 17 artigos (mesclando Budismo e Confucionismo), foi tido como a reencarnação do Buda, nasceu no ano de 574 e faleceu em 622, é só dá uma conferida no Museu de Arte de Harvard ou no site Nippon ou na Britannica ou na Wiki.
Bom, conheci a poucos dias o canal no Youtube do Matheus Calci (ele até me cita em uma live - valeu!) e então fui atrás de Hemerotecas japonesas pra pesquisa etc.
Aí me deparei com a quadrinização da vida (fantástica, literalmente) desse príncipe. Aliás, com duas quadrinizações (até onde pesquisei).
A primeira versão traz dois rolos, mas não a encontrei (segundo a Gemini existem essas duas versões).
Mas a segunda versão (do Século XV) é bem melhor, traz quatro rolos, e se chama "Shotoku Taishi eden"; um quadrinho que mescla a vida de Shotoku com momentos fantásticos/lendários, cavalos voando, guerra, ele nascendo num estábulo, escrevendo leis, dando de cara com um mendigo que na verdade é uma entidade disfarçada (lembrando o episódio da Odisseia quando Ulisses se disfarça de mendigo), entendendo 10 pessoas falando ao mesmo tempo, seu funeral, o que aconteceu após seu funeral etc etc etc.
Pena que ainda não consigo ler em japonês pra dar mais detalhes, pra você que gosta de se aventurar com o translate (ou com a sensacional Gemini - segundo ela, a IA, possivelmente os pintores desse quadrinho eram da Escola Tosa) é só clicar no link da Hemeroteca da Universidade Feminina de Nara.
E vamos aos quatro rolos:
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| Rolo I |
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| Rolo III |
21 janeiro 2026
Glasgow/Northern Looking Glass
Só aproveitando uma postagem no grupo de pesquisa em quadrinhos antigos onde um membro enviou o link desse fabuloso periódico de 1825.
Desenhos de William Heath.
Segue uma série (com os típicos dizeres "continua") em quadrinhos em três pranchas dos números 4, 5 e 6 do jornal.
Fazia tempo que eu procurava essa sequência toda, logo após ler sobre ela no Lambiek.
Bom, vamos à série humorística relatando a História de um Casaco:
*editado às 17:05 para corrigir o ano da publicação
23 abril 2025
24 abril 2023
O robôzinho Tabù seria o primeiro Transformers dos quadrinhos?
O Suplemento infantil da Gazzeta del Popolo nos brindou com um adorável personagem criado por Paolo Federico Garretto (1903-1989). O site Lambiek traz o ano de 1932 como o lançamento deste personagem mas consultando a Hemeroteca do Projeto Marengo a gente fica sabendo que na verdade o robôzinho Tabù estreou em 1931. Pra ser mais preciso, no dia 17 de novembro de 1931, esta é a capa do suplemento:
Bom, vamos ao personagem, Tabù foi criado pelo grande cientista Putifarre. O robôzinho caminha, fala e sente igual um homem. O cientista havia trabalhado (ou meu italiano não tá muito bem) por 50 anos nessa invenção, resolve descansar, mas Tabù não. Nosso herói avista um aviso de recompensa e se põe atrás do "Barbanera", acaba por confundir outras pessoas com o bandido mas mesmo assim exige sua recompensa, em meio a esse imbróglio Putifarre fica triste ao saber do ocorrido -- foi a primeira aventura.
Depois disso ele voa (se transformando em uma nave), participa de uma competição, outro imbróglio, e outra vez Putifarre se entristesse com a trapalhada de sua cria. O cientista cria um imenso ímã pra capturar seu "frankestein", acaba por causar problemas atraindo um navio etc. Resolve desligar o ímã e novamente Tabù está solto para aprontar mais.
Nosso herói vai preso, depois aparece em Xangai combatendo um exército...
Apronta num zoológico...
Se embrenha numa selva...
E em 17 de agosto de 1932 parece ter vivido sua última desventura.
Pelas minhas contas ele teve 3 tirinhas em 1931 e 11 tirinhas em 1932. Seguem as pranchas que consegui:
23-02-1932
08-03-1932
29-03-1932
05-04-1932
03-05-1932
07-06-1932
28-06-1932
19-07-1932
17-08-1932
26 junho 2022
Ainda da cidade de Desterro -- atual Florianópolis -- em Santa Catarina
Finalmente estou de volta, depois de um longo e tenebroso inverno.
Vou "finalizar" a participação do Estado de Santa Catarina, coloco entre aspas porque em se tratando de pesquisas sempre há a possiabilidade de novas descobertas surgirem.
Vamos lá, o periódico se chama Gilvaz, é de 1889, o único número disponível na hemeroteca catarinense é o 4.
Segue a capa, uma folha central com o que parece ser uma crônica semanal ilustrada, vejam que a primeira tira parece independente e formar uma única história por isso prefiro chamar a página de crônica, enfim, a primeira linha é sem dúvida uma tirinha. Infelizmente não tenho ferramentas pra otimizar a leitura. Por fim uma caricatura que aparece na última página. Não consegui identificar o artista.
Gracias a Hemeroteca Catarinense




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