04 janeiro 2017

O Garoto Nemo em O Tico-Tico de 1918 (mas era chamado de Tico)

"Có" de Gustavo Duarte tem um pouquinho de Nemo,
Caverna do Dragão tem um pouquinho de Nemo,
Katrapuz, Raspassusto e Kaximbown (de Yantok) têm um pouquinho de Nemo,
Lamparina de J. Carlos também tem um pouquinho de Nemo.
Mas Nemo tem um pouquinho de Mágico de Oz,
Tem também um pouquinho de Gulliver,
Tem muito de "Le Petit Lucien" em Nemo,
Bom, vamos à história de Nemo que deve ter sido a primeira publicada no Brasil:


Agora vamos à versão original, de 19/11/1905:

Percebe-se algumas 'adaptações' na tradução como no quadro 3 onde aparece:  "cheia de luzes azul, vermelha, amarella, verde etc.".  Além do nome totalmente trocado numa clara alusão à revista.  Entre outros detalhes como o enxerto de uma quinta linha inexistente na original, fato inexplicável, salvo se as tiras tivessem chegado no Brasil todas dispersas e alguém as montou de forma rápida e descuidada!

Primeiras HQs de Angelo Agostini - 1864 até 1867

São sete histórias em um arquivo de pouco mais de 2 MB.

1- Uma reportagem em quadrinhos dum acidente na linha férrea - Diabo Coxo (1864/1865);


2- "Episódios no Baile".  São duas páginas de uma comédia pastelão à la Jabot (do Töpffer) mas com um final típico de Agostini onde o azarado vai preso - isso acontece também com o herói Nhô-Quim e o herói mais famoso dele, o Zé Caipora, alguns anos mais tarde;
3- Crônica em quadrinhos de um eleitor em época de votação;
4- Outra reportagem em quadrinhos, agora de um incêndio em Jundiay (na época escrito assim);
5- "Costumes Paulistas".  Conta em uma página de sete quadros as desventuras da família do Sr. F com os namoros dos escravos e também da filha.  Note que a palavra 'mercúrio' é usada no sentido primeiro, i.e., do deus mensageiro;
6- "Costumes Paulistas - as visitas".  Trata da 'hospitalidade' para com um visitante, fofocas, etc.;
7- "As cobranças".  As idas e vindas de um cobrador na casa de um velhaco.  Haja paciência! Paciência de Job, como se dizia.

Da número 2 até a número 7 todas foram publicadas em Cabrião (1866/1867).



03 janeiro 2017

Acervo Cásper Líbero - A quantas anda este projeto?

Alguém sabe do cronograma deste projeto?


A promessa, desde 2011, é esta:

"Fase 1- A Gazeta Esportiva (449.236 pags.), com duração de 21 meses;

Fase 2 – A Gazeta (278.342 pags.), com duração de 15 meses;

Fase 3 – A Gazeta Tablóide, A Gazeta Ilustrada, A Gazeta Motor, A Gazetinha Inf.- Juvenil, A Gazeta Esportiva Inf. (45.580 pags.), com duração de 7 meses."



Contato deles:  contato@acervocasperlibero.com.br

Detalhes aqui.

Ou Aqui (editado em 31 de maio de 2019 pois o link acima está fora do ar)


O Colorido fascinante de J. Carlos

Ia tentar descrever o cabra, mas este blog aqui já faz mais que isso!
Tenham uma boa noite com as incríveis (pequena mostra) ilustrações dele em 1925, no Almanaque do Tico-Tico!

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos
Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

Tico-Tico - J. Carlos

E tem mais artes dele nesse livro do Athos, que você pode fazer o download.

02 janeiro 2017

01 janeiro 2017

Alguns videos interessantes


Um pouco mais de balões e onomatopeias (e também emanatas) pelo mundo

Começando pelo Töpffer, em 1833:
Töpffer - Mr. Jabot
Töpffer - Mr. Jabot
Os tracinhos na boca do cão e na ponta da arma são emanatas (cometi uma gafe no post passado e vou tentar pesquisar mais sobre os símbolos que representam as notas musicais, e em que categoria os encaixar - dica do Quim complementada pelo Gabriel Rocha).

Agora os balões que indicarm "sonhos", neste quesito também Töpffer está na frente:
Töpffer - Mr. Jabot
em 1833 (via Imageria - Rogério de Campos)

E temos o Gustave Doré:
Gustave Doré - 1831
em 1851 (via Imageria)

Mas em se tratando dos tradicionais balões ainda hoje usados nas atuais HQs o George Cruikshank sai bem na frente, existem exemplos dele que vão de 1812 (aqui um exemplo dele de 1813) até a década de 1840:
George Cruikshank
 George Cruikshank
 George Cruikshank

Temos também muitos exemplos brasileiros:

Bazar Volante
Raul Pederneiras


E terminamos com uma onomatopeia do Bordallo Pinheiro (parte duma briga entre ele e Agostini) em O Besouro - 1878 - Rio:

Bordallo Pinheiro - Agostini