No excelente livro do Athos Cardoso, na página 29 ele cita uma canção que foi inspirada pelo personagem mas não diz em qual edição de O Malho. Foi no #240 do ano de 1907, trata-se mesmo de apenas uma inspiração pois na HQ o personagem se chama José Corimba e na cançoneta José da Silva Pirapora, entre outros detalhes. O músico Raul Martins também fez canção para o Chiquinho (Buster Brows), como é relatado em O Tico-Tico desse mesmo ano.
Como vocês sabem a aventura "termina" com a prisão de Zé, ainda nesta mesma edição que saiu a cançoneta é feita uma promessa aos fãs do personagem na "sessão de cartas":
Havia fã que estava pedindo até o Habeas Corpus para o personagem (#242):
Nesta mesma edição é visto que a cançoneta foi mesmo feita para os fãs de Zé Caipora:
No #248 é dito que Zé Caipora adoeceu na cadeia, por isso as aventuras tinham sido paralisadas:
No #255 reclama-se dos juizes:
No #256 é dito que quase o Zé sai do xadrez:
Ainda em 1907 (ano seguinte ao "término" da HQ), na edição 261, nos é informado que o Zé fugiu para a Europa (taí a dica pra quem quiser dar continuidade à aventura) e a revista prometeu a volta da série para breve:
Tudo isso era na sessão de cartas de O Malho. Ainda hoje não se sabe o porquê do cancelamento da HQ que gozava de sucesso junto aos leitores desde o ano de 1883.
Lembrando que até peça de teatro foi feita em homenagem ao personagem, confira aqui.
*Editado em 03 de agosto de 2020 para acrescentar todos os 75 capítulos de Zé Caipora, compilados em um álbum na fanpage desse blogue.
02 agosto 2020
31 maio 2020
Pequena Cronologia da HQ - parte 18
1810/1817 (?)
Vida de Napoleão I - Cônsul da República Francesa. Arte de Thomas-Charles Naudet aka Nodet (1773 - 1810 França). Gravador (artista responsável por preparar a gravura para que seja impressa a arte): Pierre-Adrien Le Beau (1744/1748 - 1810/1817 (?))
Essa HQ merece um post especial. Um número de detalhes é tão grande que a exceção se faz necessária.
Situei a obra entre 1810 e 1817 (a provável morte do gravador) imaginando a possível data mais recente da HQ, nada impede que ela tenha sido publicada postumamente (após a morte de Nodet).
Seguem detalhes em zoom da HQ:
Outras fontes consultadas da obra:
https://www.parismuseescollections.paris.fr/fr/musee-carnavalet/oeuvres/vie-de-bonaparte-premier-consul-de-la-republique-francaise#infos-principales
https://www.amazon.com/ClassicPix-Canvas-Print-12x15-Republique/dp/B07M6RM3PV
Mais obras de Naudet/Nodet:
https://data.bnf.fr/atelier/14955744/thomas-charles_naudet/
Vida de Napoleão I - Cônsul da República Francesa. Arte de Thomas-Charles Naudet aka Nodet (1773 - 1810 França). Gravador (artista responsável por preparar a gravura para que seja impressa a arte): Pierre-Adrien Le Beau (1744/1748 - 1810/1817 (?))
Essa HQ merece um post especial. Um número de detalhes é tão grande que a exceção se faz necessária.
Situei a obra entre 1810 e 1817 (a provável morte do gravador) imaginando a possível data mais recente da HQ, nada impede que ela tenha sido publicada postumamente (após a morte de Nodet).
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| Via Gallica |
Seguem detalhes em zoom da HQ:
| Nome do artista, lateral esquerda |
| Nome do gravador, lateral direita |
| Via Library of Congress |
https://www.parismuseescollections.paris.fr/fr/musee-carnavalet/oeuvres/vie-de-bonaparte-premier-consul-de-la-republique-francaise#infos-principales
https://www.amazon.com/ClassicPix-Canvas-Print-12x15-Republique/dp/B07M6RM3PV
Mais obras de Naudet/Nodet:
https://data.bnf.fr/atelier/14955744/thomas-charles_naudet/
26 maio 2020
E se a nossa Primeira HQ de 1855 for na verdade de 1856?
Mais uma vez o grande artista Sisson passa por nosso blogue.
Em 2017 postei a HQ "O Namoro, Quadros ao Vivo" (elogiada até por Carlos Drummond de Andrade, segundo Herman Lima em seu 'catatau' "A História da Caricatura no Brasil" de 1963).
A data da publicação, na capa da #8 de O Brasil Illstrado, é uma segunda-feira 15 de outubro de 1855.
À época já suspeitava do título, que a maioria concorda que seja "O Namoro, Quadros ao Vivo - Por S..... o Cio" - este 'cio' no pseudônimo seria compreensível em se tratando de um namoro, as ganas amorosa etc. Não vou aqui me ater ao termo "quadros ao vivo" que era um termo teatral usado, pelo menos, desde 1852 para indicar alguma parte da peça (ou ela toda) onde os atores faziam, digamos assim, papel de estátua representando quadros históricos/representativos. Nem tampouco vou me alongar debatendo se esse termo era ou não usado especificamente para nomear uma História em Quadrinhos (como a maioria sói usar hoje em dia), mesmo porque o Sisson não mais usou esse termo em seus outros trabalhos, que não foram poucos.
Bom, voltando ao 'cio', lendo o Herman vi que ele grafou (ou seria a editora?) não 'Cio' mas 'Cie.' - abreviação para 'compagnie' que é 'companhia' em francês. É sabido que Sisson conhecia o idioma francês, portanto o pseudônimo seria "S..... e Cie." (com letra 'e' ao invés de 'o', o que não é impossível pois se você olhar bem para o 'o' de "Por..." e o suposto 'o' de "...o Ci.." verá que o primeiro tem uma base mais larga que o segundo o que leva a crer que o segundo 'o' é na verdade um 'e' com a impressão mais branda onde a reentrância não aparece por completo. Veja na foto como Herman publicou no livro (levando em consideração que em 1963 a edição de O Brasil Illustrado estaria bem mais legível que hoje em dia):
Concluindo parcialmente, o que quero dizer é que como todo Artista modesto Sisson criou esse pseudônimo como sendo eles (ele mais um alterego, já que o forte dele eram as belas litografias exaltadas até por Machado de Assis). Em L'Iride Italiana a assinatura é bem nítida e não há dúvida alguma que o final é "... e Cie". Sisson & Cia., como se diria hoje. Voltando um pouco no tempo temos Töpffer que se esquivava de publicar suas HQs pois sentia vergonha da possível má interpretação da sociedade por ele ser um professor "respeitado". Ao fim e ao cabo os pseudônimos são para isso mesmo, para 'proteger' o artista.
Por que disse concluindo parcialmente? Porque a data de 15 de outubro de 1855 para esta nossa primeira HQ já é pública e notória, e está escrita na capa da edição #8. Mas...
Tudo tem um mas na vida!
O jornal "Diário do Rio de Janeiro" de 27 de fevereiro de 1856, na sua edição #58 (quarta-feira, página 3 - link no rodapé da figura) trouxe a seguinte notícia:
Ou seja, a famosa edição #8 de 15 de outubro de 1855 só veio à lume em fevereiro de 1856! A explicação está clara, a revista havia sido interrompida e estava retornado à praça. Por isso nossa curiosidade em saber porque o pessoal da BN havia colocado a pasta com essa revista dentro do ano de 1856 (figura abaixo, no link você pode verificar que a edição #9 é de março de 1856, seguindo a sequência lógica):
Concluindo, o dia exato (ao que tudo indica) em que o público conheceu a famosa HQ de Sisson foi 22 de fevereiro de 1856, uma sexta-feira, como saiu noticiado no "Correio Mercantil" edição #52 página 3 (link no rodapé):
E como estamos aqui pra perguntar, e se a sátira ao maestro Barbieri (publicada em L'Iride Italiana em 19 de outubro de 1855 - link no primeiro parágrafo) for considerada uma HQ?
Em 2017 postei a HQ "O Namoro, Quadros ao Vivo" (elogiada até por Carlos Drummond de Andrade, segundo Herman Lima em seu 'catatau' "A História da Caricatura no Brasil" de 1963).
A data da publicação, na capa da #8 de O Brasil Illstrado, é uma segunda-feira 15 de outubro de 1855.
À época já suspeitava do título, que a maioria concorda que seja "O Namoro, Quadros ao Vivo - Por S..... o Cio" - este 'cio' no pseudônimo seria compreensível em se tratando de um namoro, as ganas amorosa etc. Não vou aqui me ater ao termo "quadros ao vivo" que era um termo teatral usado, pelo menos, desde 1852 para indicar alguma parte da peça (ou ela toda) onde os atores faziam, digamos assim, papel de estátua representando quadros históricos/representativos. Nem tampouco vou me alongar debatendo se esse termo era ou não usado especificamente para nomear uma História em Quadrinhos (como a maioria sói usar hoje em dia), mesmo porque o Sisson não mais usou esse termo em seus outros trabalhos, que não foram poucos.
Bom, voltando ao 'cio', lendo o Herman vi que ele grafou (ou seria a editora?) não 'Cio' mas 'Cie.' - abreviação para 'compagnie' que é 'companhia' em francês. É sabido que Sisson conhecia o idioma francês, portanto o pseudônimo seria "S..... e Cie." (com letra 'e' ao invés de 'o', o que não é impossível pois se você olhar bem para o 'o' de "Por..." e o suposto 'o' de "...o Ci.." verá que o primeiro tem uma base mais larga que o segundo o que leva a crer que o segundo 'o' é na verdade um 'e' com a impressão mais branda onde a reentrância não aparece por completo. Veja na foto como Herman publicou no livro (levando em consideração que em 1963 a edição de O Brasil Illustrado estaria bem mais legível que hoje em dia):
Concluindo parcialmente, o que quero dizer é que como todo Artista modesto Sisson criou esse pseudônimo como sendo eles (ele mais um alterego, já que o forte dele eram as belas litografias exaltadas até por Machado de Assis). Em L'Iride Italiana a assinatura é bem nítida e não há dúvida alguma que o final é "... e Cie". Sisson & Cia., como se diria hoje. Voltando um pouco no tempo temos Töpffer que se esquivava de publicar suas HQs pois sentia vergonha da possível má interpretação da sociedade por ele ser um professor "respeitado". Ao fim e ao cabo os pseudônimos são para isso mesmo, para 'proteger' o artista.
Por que disse concluindo parcialmente? Porque a data de 15 de outubro de 1855 para esta nossa primeira HQ já é pública e notória, e está escrita na capa da edição #8. Mas...
Tudo tem um mas na vida!
O jornal "Diário do Rio de Janeiro" de 27 de fevereiro de 1856, na sua edição #58 (quarta-feira, página 3 - link no rodapé da figura) trouxe a seguinte notícia:
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| Via Biblioteca Nacional |
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| Via Biblioteca Nacional |
Concluindo, o dia exato (ao que tudo indica) em que o público conheceu a famosa HQ de Sisson foi 22 de fevereiro de 1856, uma sexta-feira, como saiu noticiado no "Correio Mercantil" edição #52 página 3 (link no rodapé):
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| Via Biblioteca Nacional |
13 maio 2020
Pequena Cronologia da HQ - Parte 17
1801
Viagens de Abraão, de Ur à Canaã. Artista anônimo.
1808
Alguns trabalhos de Hokusai são considerados HQs, segue um link com algumas obras de arte desse do artista japonês
1812
Um passeio do doutor Sintax em busca de cenas inusitadas. Thomas Rowlandson (1756 - 1827 - UK).
1815
Antes, durante e após a Guerra. George Cruikshank (1792 - 1878 UK)
1817
Efeitos impressionantes usando pontos e linhas - feito por um artista jovem. George Cruikshank (1792 1872 UK)
Viagens de Abraão, de Ur à Canaã. Artista anônimo.
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| Via Real Museu Holandês |
Alguns trabalhos de Hokusai são considerados HQs, segue um link com algumas obras de arte desse do artista japonês
1812
Um passeio do doutor Sintax em busca de cenas inusitadas. Thomas Rowlandson (1756 - 1827 - UK).
1815
Antes, durante e após a Guerra. George Cruikshank (1792 - 1878 UK)
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| Via Biblioteca do Congresso Americano |
Efeitos impressionantes usando pontos e linhas - feito por um artista jovem. George Cruikshank (1792 1872 UK)
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| Via Museu Britânico |
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| Via Museu Britânico |
04 maio 2020
Revista "Para Todos"
Uma revista de artes em geral. Criada em 1918.
A HQ "História da Música" (em várias pranchas e também puclicado no jornal "A Tribuna" como consta no livro "Estudos luso-brasileiros de iconografia musical", Pablo Sotujo Blanco (organizador)), escrita pela contralto Ernestine Schumann-Heink (1861-1936 - Áustria/USA) e desenhado, provavelmente, pelo artista William Paul Pim (1885-1950 - USA):
Algumas caricaturas, que são uma obras de arte, de Alberto André Delpino Júnior (1904(?)-1985) como esta da Miss Minas Gerais Jesuína Pimentel Marinho:
Esta HQ do Guevara:
Esta HQ de Roberto Rodrigues (1906-1929 - Pernambuco/Rio de Janeiro):
Last, but not least, a revista contava com várias desenhos/painéis de Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo (1897-1976 - Rio de Janeiro), mais conhecido como Di Cavalcanti.
Separei esta que pode ser uma das únicas HQs, senão a única, dele. Vários personagens se desentendem em uma conversa telefônica, a confusão foi graças à telefonista que trocou os plugues do terminal telefônico:
*fontes todas linkadas acima...
**fonte principal BN e casa Rui Barbosa - sessão de Periódicos Raros
Com várias e várias contribuições de J. Carlos, tantas que seria impossível elencá-las.
Seguem duas capas (das tantas) do artista:
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| #550 de 1929 |
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| #553 de 1929 |
Seguem outros artistas com contribuições/licenciamentos na revista:
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| #580 de 1930 - Quem seria o autor desta propaganda em forma de HQ? Seria o Belmonte? Seria o Seth? |
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| #608 de 1930 |
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| #609 de 1930 |
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| #543 de 1929 |
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| #545 de 1929 |
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| #522 de 1928 |
Separei esta que pode ser uma das únicas HQs, senão a única, dele. Vários personagens se desentendem em uma conversa telefônica, a confusão foi graças à telefonista que trocou os plugues do terminal telefônico:
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| #546 de 1929 |
**fonte principal BN e casa Rui Barbosa - sessão de Periódicos Raros
12 janeiro 2020
Homem, parafuso, termômetro, swipes...
Em 1888 (no periódico iugoslavo "Star Mali" ou "Starmali") foi publicada esta HQ de uma certa valsa em que o dançarino, de tanto girar, se transforma em um parafuso:
Claramente plagiada desta HQ de Cândido Aragonez de Faria, publicada em 1883, e já tratada anteriormente aqui neste blogue:
Em 1880 Bordallo Pinheiro publicou em Portugal uma HQ bem semelhante:
Mas provavelmente Faria se inspirou em outra HQ de Bordallo Pinheiro que foi publicada aqui no Brasil, no periódico "O Mosquito" no ano de 1877. Os dois trabalharam no mesmo periódico.
Talvez a metamorfe de homem em parafuso mais antiga que se tenha, e talvez a inspiração de Bordallo Pinheiro, seria essa de W. Reynolds na revista Judy no ano de 1871:
Mas um outro "encontro" entre Faria e Bordallo Pinheiro aconteceu.
Em "El Mosquito" de 20 de junho de 1880, quando Faria trabalhava para periódicos argentinos, saiu essa charge em forma de um termômetro, intitulada "Los que rien y los que lloram - BOBOMETRO":
Suspeito que a arte acima é de Faria por dois motivos, a saber:
1 - Faria fez essa outra charge "METEOROLOGIA POLÍTICA - THERMOMETRO CONSERVADOR / THERMOMETRO LIBERAL", em 12 de janeiro de 1878 (o ano é este mesmo, apesar de o site da BN dizer 1977 - a data está no cabeçalho da segunda página), no periódico "O Fígaro" (do Rio de Janeiro, não o do Rio Grande do Sul que também era do Faria):
2 - Em 14 de outubro de 1876 Bordallo Pinheiro fez uma charge com o título de "O ASSOBIOMETRO", do mesmo naipe dessas acima; e como Faria gostava de se "espelhar" em Bordallo e em Borgomainerio...
E como sempre, Bordallo não é o pioneiro, o troféu provavelmente deve ser de Frank Henry Temple Bellew (1828 India - 1888 USA) que publicou em janeiro de 1860, na revista Harper's New Monthly Magazine - página #286, essa tragicômica HQ da vida de um sujeito que bebe até morrer - "The Inebriometer":
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| Via Projekat Rastko |
Em 1880 Bordallo Pinheiro publicou em Portugal uma HQ bem semelhante:
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| Via Topfferiana e Hemeroteca Digital de Lisboa |
| Via HQ Retrô |
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| Via HQ Retrô |
Mas um outro "encontro" entre Faria e Bordallo Pinheiro aconteceu.
Em "El Mosquito" de 20 de junho de 1880, quando Faria trabalhava para periódicos argentinos, saiu essa charge em forma de um termômetro, intitulada "Los que rien y los que lloram - BOBOMETRO":
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| Via Trapalanda/BN Argentina - acessado em 07 de janeiro de 2017 às 01:15h - ou via Internet Archive Wayback Machine |
1 - Faria fez essa outra charge "METEOROLOGIA POLÍTICA - THERMOMETRO CONSERVADOR / THERMOMETRO LIBERAL", em 12 de janeiro de 1878 (o ano é este mesmo, apesar de o site da BN dizer 1977 - a data está no cabeçalho da segunda página), no periódico "O Fígaro" (do Rio de Janeiro, não o do Rio Grande do Sul que também era do Faria):
| Via Biblioteca Nacional |
| Via Biblioteca Nacional |
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| Via HathiTrust |
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